quinta-feira, 1 de abril de 2021

Celebração do Memorial da Ceia do Senhor

"Fazei isso em memória de mim" (1 Cor 11,24c)

Quinta-feira Santa marca o início do Tríduo mais importante da Santa Igreja; o Tríduo Pascal. Nesse dia recorda-se a última ceia e os minuciosos gestos de Jesus que marcam sua humildade e seu total serviço ao plano salvífico do Pai. Jesus juntou-se com seus discípulos para comer com eles e nesse ato de amor e comunidade instituiu a Santíssima Eucaristia, o maior tesouro da Igreja e o Sacerdócio, pelo qual os fiéis podem ter o encontro com a riqueza do Corpo e Sangue de Cristo.

O memorial da Ceia do Senhor foi celebrado nesse ano de 2021, às 19h30min, no Santuário de Nossa Senhora de Nazaré e transmitido pelos meios de comunicação. O Pároco Padre Márcio presidiu a Santa celebração. 

Os fiéis paroquianos do Santuário ornaram suas casas com jarras, bacias e toalhas brancas recordando os instrumentos com que Jesus lavou os pés dos seus discípulos e marcou aqueles que teriam parte com Ele. 

O rito do lava-pés foi omitido, devido às restrições do cenário da pandemia, mas foi mencionado a todo momento na belíssima homilia, proferida pelo Padre Márcio, recordando os maiores atos de Jesus, a ceia, o lava-pés e a Cruz. Ao pedir os discípulos para preparar uma sala em uma casa, Jesus demonstra que o tesouro da Eucaristia é sempre bem preparado, não é de qualquer jeito, pois é o próprio Corpo daquele que se imolou por nós. 

Ao lavar os pés dos apóstolos, Jesus desceu ao Egito, desceu aos marginalizados, desceu aos pobres e continua descendo até nós, para lavar os nossos pés. Que o Senhor lave nessa pandemia, os pés dos médicos, dos enfermeiros, dos agentes funerários, das famílias enlutadas, dos desempregados, dos apavorados e continue passando de família em família lavando os pés daqueles que carecem dessa presença. 

Nesse dia, bendizemos a Deus pela vida sacerdotal do Padre Márcio e de todos os sacerdotes, para que doem sempre a sua vida à serviço dos reino e dos mais necessitados. Padre Márcio citou palavras de Frei Patrício que dizia que o lava-pés deveria acontecer em todas as missas para que nunca ninguém se esqueça do que fez Jesus e faça o mesmo: se coloque a servir. 

Ao final da Santa Missa, o Santíssimo Sacramento foi transladado para a capela do Santíssimo onde permanecerá para adoração dos fiéis de 5h às 14h, da Sexta-feira Santa.

E aconteceu o rito da desnudação dos altares que marca o início do grande luto na Igreja, pois o seu Senhor se imolou. 

Registros fotográficos 





QUARTA-FEIRA SANTA E SERMÃO DA SOLEDADE!

“Maria, porém, guardava todas essas coisas e sobre elas refletia em seu coração.” (Lc 2:19)

Neste quarto dia da Semana Santa, ocorreu a celebração da Santa Missa e o tradicional Sermão da Soledade na Quarta-Feira Santa. Ambos presididos pelo Padre Márcio César. Respectivo à onda roxa em todo o estado de Minas Gerais, os fiéis não puderam comparecer, portanto a celebração foi transmitida pela rádio local, pelo YouTube e pela Fanpage do Facebook.

Durante a homilia, o Padre Márcio, mencionou esse tempo duro de pandemia, dizendo que o ser humano está machucado por dentro e completou dizendo que necessitamos de palavras de consolo e de conforto que nos dão esperança de dias melhores.

Antes do Sermão da Soledade, o Padre incensou a imagem de Nossa Senhora das Dores.

No Sermão, o Padre Márcio destacou três palavras, sendo elas SINAL, ESPERANÇA E CRUZ.

Segundo ele, o sinal é como o botão de uma flor, ele nos anuncia uma realidade próxima, o desabrochar da flor. E Maria é o sinal do caminho do Senhor. É através da espera que nos humanizamos, quem espera acolhe o diferente e completou dizendo que ter esperança não significa não sofrer, porém sofrimento com a esperança é mais suave. E terminou dizendo que a cruz sempre esteve presente na vida de Maria e, que sempre, Maria ficou DE PÉ ao lado da cruz. E o Padre concluiu nos orientando que devemos sempre ficar de DE PÉ.


Terça-feira Santa e Sermão do Encontro

 “O vos omnes qui transitis per viam: attendite et videte si est dolor sicut dolor meus.” (Lm 1, 12)

“Ó vós todos que passais por este caminho, olhai e vede se existe dor semelhante à minha dor.” (Lm 1, 12)

Mesmo em meio à pandemia a igreja não pára e continua o seu caminho de anúncio do Evangelho de Jesus Cristo e se preocupa com os fieis que passam por provações com a covid 19 e outras coisas que acontecem no mundo. Por isso, buscam em Deus o seu refúgio e proteção. E a Semana Santa deste ano está sendo um pouco diferente, sem a presença dos fieis. 

Ontem, Terça-feira Santa, às 19 horas, aconteceu no Santuário a Santa Missa presidida pelo Reverendíssimo Padre Dirceu de Oliveira Medeiros, sub-secretário geral da CNBB. Padre Dirceu é filho da diocese de SJDR e foi pároco na paróquia de Prados.

Logo após a Santa Missa foi proferido por ele o sermão do encontro dentro do Santuário, ambos transmitidos pelo facebook, youtube e rádios da cidade.

Nossa Senhora das Dores se encontra com seu filho Jesus a caminho do calvário. Ele carrega a pesada cruz às costas.

No sermão, Padre Dirceu falou sobre as três quedas de Jesus a caminho do calvário e as relacionou com as três fases da vida: juventude, adulta e a velhice. E disse que a cruz pesa para o jovem e ele cai quando se deixa levar pelas ilusões, quando não houve o conselho dos pais e os despreza, quando abandona a igreja e acha que não precisa mais de Deus. Ela pesa para os adultos quando sentem o peso da responsabilidade e têm uma família para colocar comida na mesa e sofrem com a falta de emprego. Ela pesa para os idosos que já estão doentes e com medo do coronavírus, e a vacina não chega no tempo que deveria chegar. O idoso às vezes fala que já não pode fazer mais nada, mas pode sim. Pode rezar pela vida da igreja e passar um pouco da experiência de vida para os mais jovens.

O Padre falou ainda que Judas deixou uma pequena brecha no seu coração e esta foi suficiente para que o diabo entrasse em sua vida. E ele entregou Jesus com um beijo, sinal maior do amor. E quando as pessoas não vigiam e deixam uma brecha o diabo vem e entra. E quantas pessoas andam pelas ruas sem esperanças, tristes, esperando um consolo, às vezes um simples telefonema. Todos os dias o Senhor caminha com seus filhos e passa por suas vidas. Às vezes ele bate à porta precisando de um pedaço de pão ou de uma palavra amiga e querendo desabafar e encontrar consolo.