sábado, 20 de abril de 2019

Sexta-feira da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo - Descendimento da Cruz

"José tomou o corpo, envolveu-o num lençol limpo de linho e o colocou num sepulcro novo, que ele havia mandado cavar na rocha. E, fazendo rolar uma grande pedra sobre a entrada do sepulcro, retirou-se." (Mt 27, 59-60)
Jesus morreu. Morreu por causa da dureza do coração do seu povo. Ele veio para salvar a humanidade inteira e não foi aceito nem compreendido. Por amor, Deus enviou ao mundo seu único filho para que todos que nele cressem fossem salvos e tivessem a vida eterna, mas o povo preferiu a escravidão, o sofrimento.
Nesta noite da sexta-feira santa, às 20 horas, iniciou-se na praça do Rosário um brilhante sermão do descendimento da cruz proferido pelo Senhor Padre Vinícius Campos, pároco da paróquia de São José de São João Del Rei. 
No sermão o padre falou sobre a água viva à qual todos devem beber, pois brota do coração de Jesus. As pessoas devem enterrar no sepulcro de Jesus tudo o lhes faz mal: o pecado, o vício, o rancor e tudo de ruim que atrapalha a vida. Quando chegar o dia da ressurreição devem ressuscitar com Cristo e serem pessoas novas limpas do pecado.
O sacerdote pontuou também que muitas pessoas devem estar contando os minutos para acabar a semana santa para voltar para a mesma vida de antes de pecado e entrega aos vícios e aos prazeres mundanos que causam alegria passageira.
Jesus podia se salvar, pois Ele era Deus. Os anjos de Deus poderiam ter vindo buscar Jesus, mas como Ele mesmo disse "o meu reino não é daqui." (Jo 18, 36) Ele sabia que iria viver com Deus para sempre.
Logo após o sermão, saiu a procissão do enterro do corpo de Jesus e foi depositado na igreja de São Sebastião e ma grande multidão acompanhou os atos religiosos com devida contrição,
A sexta-feira da paixão não é uma sexta-feira qualquer de um simples feriado como pensam alguns, ela exige jejum, abstinência de carne e oração como sinal de sacrifício para Deus que se entregou pelos seus filhos e assim a história da salvação alcançou o seu ápice.
Matéria: Josiédson Pereira.
Fotos: Helder Costa. 

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Quinze horas; a hora da Paixão do Senhor

“Nele está nossa redenção”
Foi-se apagada a última vela do candelabro, Cristo foi martirizado como o cordeiro, morreu o Salvador. 
A celebração das 15 horas que aconteceu no Santuário Nossa Senhora  de Nazaré foi presidida pelo Rev. padre Rondineli. Recorda-se o momento da morte de Cristo, onde este, foi oferecido como sacrifício por toda humanidade. Os ritos desta celebração são profundos e tocam todos os envolvidos. No início, juntamente com o padre Nicomedes, o pároco, padre Rondineli entra a igreja, e se prostra.
O salmo responsorial dizia: “ó pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito”.  O evangelho retirado do livro de João, recorda o Anúncio da Paixão de Cristo. Em uma narrativa, toda a assembleia se recorda o que aconteceu há muitos anos, e assim se sensibiliza com as dores de Cristo, que foi entregue, castigado e morto. Em determinado momento Jesus diz que o mundo dEle não é este. E é indagado sobre se era um rei, logo afirma que sim. Jesus foi vestido com um manto vermelho, foi coroado com uma coroa de espinhos. E todos gritavam: “viva o rei dos judeus”. Logo após, gritaram para que Jesus fosse crucificado.  A narração é profundamente forte. Mostra-nos o sofrimento de Cristo que após beber o vinagre disse: “tudo está consumado”. E entregou o espírito. 
Após a narração, padre Nicomedes proferiu um momento de reflexão sobre a Santa Cruz. E indagou qual o significado da mesma para a assembleia. Segundo o padre, o significado da Cruz é a salvação. 
Jesus mostra para os seus o amor, na Cruz. Em silêncio, provou o amor à humanidade. Não rejeitou sua Cruz, esta que era a maldição. Jesus se fez maldito, pegou sua Cruz e amou a todos. Aparentemente a cruz é sinal de castigo e repreensão no antigo testamento. Com Jesus ela se torna sinal de salvação. Ele por obediência deixou-se morrer na cruz.
O povo blasfemou contra Deus e Ele mandou serpentes para picá-los. Moisés intercedeu a Deus por este povo e ao olharem para a cruz com a serpente de bronze ficavam curados. Muitos abandonam a Deus e vão pra a macumba, o feitiço e outras coisas e depois voltam correndo e chorando para trás e pedindo perdão à Deus.
Após a reflexão, padre Rondineli proferiu a oração universal, nesta, foram colocados em oração muitos grupos e pessoas. Depois da oração universal houve a adoração do Cristo na Cruz, onde os fiéis pudessem expressar sua fé e entregar na cruz todos seus pedidos e agradecimentos. 
Os presentes foram convidados a rezarem por todos que carregam dificuldades. Neste momento do beijo na cruz havia silêncio e diversas demonstrações de fé do povo de Deus.
O cristão deve aprender a amar a cruz. Ele nunca pode ter vergonha de ser cristão, de carregar a cruz, de rezar. "No peito eu levo uma cruz e no coração o que disse Jesus."
A celebração foi encerrada com luzes apagadas e silêncio. Cristo está morto. Obediente Ele se entregou a morte, a morte de Cruz pela humanidade.
Matéria: Josiédson Pereira, Pablo Nascimento.
Fotos: Pamella Neri

Manhã da Sexta-feira Santa

A morrer crucificado, meu Jesus é condenado por meus crimes pecador. 
O amanhecer da sexta-feira que recorda a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, dia que Ele morreu por amor dos seus foi marcado pela caminhada orante de um povo que fez companhia a Jesus Eucarístico durante toda a madrugada em vigília e saiu piedosamente em procissão pelas ruas da cidade rememorando a Via dolorosa do Senhor rumo à sua morte de cruz. 
A procissão de penitência teve início às 5h da porta do Santuário e percorreu as ruas de Nazareno fazendo paradas em lugares que recordavam aos caminheiros o fatídico dia que Jesus se entregou pela humanidade.
O Bom Jesus da praça de São Sebastião fez recordação a um Senhor que abraça a cruz e caminha pelos seus. Jesus ao tocar a cruz carrega sobre si as dores de uma humanidade abatida e desolada pelo pecado.
A porta do cemitério paroquial foi local para a reflexão em torno da morte, essa que quando Jesus a encontrou foi por amor e pelo imenso desejo de salvar as almas que careciam de seu amparo salvífico.

As dores de Jesus, no dia que Ele fez transparecer sua humanidade foram meditadas no Ofício de Trevas onde todo o povo teve contato com as orações, salmos e lamentações. 



Seguindo uma tradição dos primeiros cristãos, as velas acessas no candelabro triangular são apagadas sucessivamente ao final de cada salmo. Essas velas a serem apagadas simbolizam a glória de Nosso Senhor que também vai se apagando pela ignomínia e sofrimento de sua dolorosa paixão.
Restou, ao final do canto, uma vela que será apaga às 15h quando tudo se consumar e o Senhor entregar sua vida pelos seus. 
"Pai, se queres, afasta de mim este cálice; entretanto, não seja feita a minha vontade, mas o que Tu desejas!" (Lc 22,42)
Fotos: Francisco Miguel e Josiédson Pereira.