sexta-feira, 18 de abril de 2014

Solene Ação Litúrgica da Paixão do Senhor


Neste dia em que “Cristo nossa Páscoa foi imolado” (1Cor 5, 7), torna-se clara a realidade o que há muito tempo havia sido prenunciado em figura e mistério: A Ovelha verdadeira substitui a  ovelha figurativa, e mediante um único sacrifício realiza-se plenamente o que a variedade das antigas vítimas significava.


Vivenciando este mistério a Paróquia Nossa Senhora de Nazaré se reuniu às 15h para celebrar a Paixão do Senhor, juntamente com o Reverendíssimo Padre Rondineli Cristino concelebrou Monsenhor Juvenal Guimarães. Estava presente o Diácono Permanente do Ordinariato Militar do Brasil Ademir Noel e o Seminarista Reuler Nascimento.



A reflexão foi feita pelo Diácono Ademir que enfatizou a profecia de Isaías à respeito do servo fiel. Esta profecia foi realizada muito tempo antes de Jesus, o servo fiel, entregar a sua vida pela salvação de todos. Ressaltou que com certeza a maioria dos que estavam presentes quando Jesus se imolou no alto da cruz não se lembraram e não reconheceram o cumprimento da profecia. Chamou atenção para as vivências atuais em relação à fé. O que faz o cristão de hoje se esquecer de Deus? Citou os vários tipos de idolatria, como o dinheiro, status e bens materiais.



Afirmou que a cruz de Cristo é para cada cristão sinal de obediência, pois Jesus em sua imolação estava fazendo a vontade do Pai. Ao mesmo tempo que esta cruz é sinal de obediência, é também fonte de fortaleza e ajuda a assumir os sofrimentos e as dores da vida, em uma atitude de aceitação e cumprimento dos desígnios de Deus.







Aconselha-se todos os fiéis, os quais hoje celebraram a paixão do Senhor e adoraram a cruz de cristo que permaneçam unidos ao Senhor morto e sua mãe, Maria Santíssima, para poderem participar da intensa alegria da ressurreição.



Matéria - Carmen Nogueira
Fotos - Cássia Pereira

Em meio às trevas, a morte do Cristo



Nesta Sexta-feira da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, às 9h, aconteceu no Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, o tradicional e piedoso Ofício de Trevas, um momento marcante, que relata de forma admirável os últimos sentimentos que envolveram Nosso Senhor em sua Paixão, esses, marcados por momentos fortes e orações tocantes, que levaram os fiéis a uma profunda reflexão.


O Ofício de Trevas, que é parte do Ofício Divino, expressa admiravelmente, os últimos sentimentos do Cristo em sua Paixão e Morte e é composto de orações, 14 salmos, 3 lamentações do profeta Jeremias, 3 leituras, 3 responsórios, incluindo ainda as Laudes, que junto às Matinas também fazem parte do Ofício Divino.



 É chamado Ofício de Trevas pois no decorrer dele apagam-se em sequência 14 velas, lembrando as trevas que cobriram a Terra na morte do Cristo. É usado para essa cerimônia, um candelabro triangular com espaço para as 15 velas. Ao final, a 15ª vela  é deixada acesa, representando assim, a Luz de Cristo que nunca se apaga. É colocada atrás do altar e trazida de volta na celebração solene das 15 horas. Para encerrar a celebração, batem-se os pés no chão, fazendo menção ao terremoto que acompanhou a Santa Morte de Jesus.


Seguindo essas  tradições que são antiquíssimas, a Paróquia/Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, é uma das poucas paróquias que ainda conserva tais costumes, tendo como repertório composições famosas de grandes mestres, como Padre José Maria Xavier e Manoel Dias de Oliveira, que compuseram as peças musicais tocadas no Ofício.
Nos cantos gregorianos e clássicos executados pelo Coro e Orquestra Nossa Senhora de Nazaré, pôde ser percebida a beleza presente nas palavras e sentimentos expressos por Cristo, que de forma cantada chegava com grande emoção aos corações dos fiéis presentes em tão bela cerimônia.
Toda a Igreja, no silêncio causado pelo sofrimento de Cristo na cruz, relembra nessa Sexta feira, os últimos sentimentos do Mestre que deu a sua vida por todos.


"Vimo-Lo sem brilho algum e sem beleza e vendo-O assim, não O reconhecemos: tomou sobre si os nossos pecados, e é por nós que sofre. Foi coberto de feridas por causa das nossas iniquidades. Por suas dores fomos curados." (3º Responsório de Quinta feira Santa).



Matéria: Camilo Augusto e Doraci Couto
Fotos: Guilherme Carvalho



Sexta feira Santa: Paixão de Cristo, iniciada através da Via sacra


Às 5h da Sexta-feira da Paixão, percebia-se a presença dos fiéis que acordaram mais cedo para mais um momento de oração, reflexão e súplicas a Deus Pai, através da Via Sacra, onde aos poucos as pessoas foram se juntando, transformando assim, numa grande multidão que acompanhou junto ao padre Rondineli Cristino, as vias dolorosas do martírio e morte de Jesus.



Em cada estação meditada, os corações contritos dos fiéis iam se abrindo às profundas reflexões acerca do tema da CF 2014.



 Cada cristão tem a sua via sacra dolorosa, mas que como Cirineu, que ajudou Jesus a carregar sua cruz, como Verônica, que enxugou Seu suor  e como as mulheres, que choraram junto à Ele, assim também seja o cristão, sendo solidário com todos aqueles que necessitam de ajuda nesta dura caminhada, demonstrado por um gesto de amor, ou até mesmo uma palavra de conforto, ou apenas num simples abraço.



A cruz à frente simboliza as fraquezas e as limitações humanas, pois toda atitude que tira o direito de viver dignamente, faz do ser humano um verdadeiro escravo. Mas para aquele que acredita em Deus, há sempre a esperança de uma vida melhor, pois Ele faz brilhar a luz da fé sobre aqueles que creem, porque quem se aproxima de Jesus, experimenta o amor divino.





Mesmo sabendo que existe no mundo tanta violência, tanta escravidão seja por tráfico humano, drogas ou qualquer outro tipo de sofrimento, que o amor de Cristo morto e ressuscitado eleve ao céu o clamor de todos aqueles que acreditam em sua misericórdia, pois só em Deus está a esperança e só Nele o cristão encontra refúgio.





Já entristecidos por encerrar toda a trajetória quaresmal com as procissões penitenciais às sextas feiras da Quaresma, os fiéis voltaram aos seus lares em silêncio e com o propósito de transformar este dia num dia de purificação através do jejum, da oração e da penitência.



Matéria: Doraci Couto
Fotos: Cássia Pereira



quinta-feira, 17 de abril de 2014

Missa da Ceia do Senhor

A noite dessa Quinta-feira Santa foi repleta de grandes ensinamentos e valores. Às 19h 30min iniciou-se no Santuário a Santa Missa que relembra os intensos momentos da Ceia Derradeira de Jesus com seus apóstolos.


Noite santa, noite do Senhor, noite de amor, de luz, e de esperança. Dia da instituição da Eucaristia, do Mandamento do amor e do Serviço. Com Cristo, caminhemos até Jerusalém para celebrar com Ele a Páscoa.


Ele nos convida a abrirmos bem os ouvidos para ouvir seu mandamento: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”, e fazer de nossa vida um sacerdócio permanente. Servir, amar e celebrar sua eterna memória de amor, dever ser hoje o principal desejo. É preciso celebrar os mistérios mais profundos de seu amor: sua paixão, morte e ressureição. É preciso caminhar com Ele para a vida.


Ao término de sua reflexão Padre Rondineli invocou uma profunda oração, a qual meditou em nome de todos os fiéis pedindo:
“Ó Senhor Jesus, ó Senhor do Lava Pés, te peço: tome novamente o seu jarro de água e bacia, vem repetir aquilo que fizeste há mais de 20 séculos. Ó Senhor Jesus, sai da tua mesa e vem lavar os pés de todos nós reunidos neste Santuário da Virgem de Nazaré. Senhor, nós queremos que venhas lavar os pés de todos aqueles que vivem distantes de suas casas, aqueles que foram traficados, vítimas do trabalho escravo e de todos os males clamados pela Campanha da Fraternidade [...]."


Em seguida, iniciou-se o gesto do Lava Pés, grande manifestação de humildade e de amor.



Vamos acompanhar os gestos praticados por Jesus no lava-pés (Jo 13, 4-11). Este aconteceu numa refeição. Estar ao redor de uma mesa é sentar-se e partilhar as alegrias, as angústias, as emoções..., também algo para comer.



- Jesus levantou-se da mesa. Ele nos diz que é preciso sair do nosso egoísmo, mobilizar-se, ir ao encontro dos outros. 


- Tirou o manto. Jesus se esvazia de si mesmo e coloca-se na condição de servo. Ele nos ensina sobre a necessidade de despojar-se de tudo o que divide, dos fechamentos, das barreiras, dos medos, das inseguranças, que nos bloqueiam na prática do bem. 



- Pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. Jesus põe o avental para servir. "Aquele que era de condição divina, humilhou-se a si mesmo" (Fl 2, 6-8). Ele nos propõe o uso do avental do servir na disponibilidade, e na generosidade, e ainda do comprometer-se com os mais necessitados e colocar-se em último lugar. 



- Colocou água na bacia. Jesus usa instrumentos da cultura do povo: água e bacia. Repete um gesto que era feito pelos escravos ou pelas mulheres. Ele quer nos dizer que para anunciar sua proposta é preciso entender, conhecer, assumir o que o povo vive, sofre, sonha... 


- E começou a lavar os pés dos discípulos. Para lavar os pés Jesus se inclina, olha, percebe e acolhe a reação de cada discípulo. Com o lavar os pés, Jesus nos compromete a acolher os outros com alegria, sem discriminações, a escutar com paciência, a partilhar os nossos dons... 



- Enxugando com a toalha que tinha na cintura. Jesus enxuga os pés calejados, rudes e descalços de seus discípulos. São muitos os gestos que Jesus nos convida a praticar para amenizar os calos das dores de tantos irmãos: visita a doentes e idosos, organizar-se para atender crianças de rua, uma palavra de ânimo a aidéticos, valorização de nossos irmãos indígenas... 



Diante da prática de Jesus podemos nos perguntar:
Quais os gestos concretos que nós como cristãos, vamos assumir? Será que esta Páscoa pode ser igual a outras tantas?

Queremos ser a Igreja do avental, que se coloca a serviço na defesa dos que mais sofrem, dos que não têm defesa. Vamos com coragem vestir o avental do servir na alegria e testemunhar todos os gestos praticados por Jesus. Só assim poderemos realizar sempre a festa da Ressurreição.


Ao final da Eucaristia aconteceu a translação do Santíssimo Sacramento para o Centro de Pastoral Padre Francisco de Andrade, onde permanece em adoração até às 05h.






No retorno para o Santuário, aconteceu a desnudação dos altares, velando toda a Igreja. Sinal da profunda dor e do grande luto vivenciados no dia que se recorda a morte de Jesus.




Consultas: Semanário Litúrgico e
http://www.catequisar.com.br/ 

Matéria - Waldecy Junior
Fotos - Thailyne Eduarda

Celebração da Ceia do Senhor com as crianças



A Instituição da Eucaristia é uma grande e importante realização, a qual deve ser lembrada e renovada constantemente, para que assim nunca se esqueça do valor desse preciosíssimo bem, o qual deve ser guardado nos corações. Por isso, realizou-se hoje às 15h no Santuário a Celebração da Santa Ceia com as crianças. Foram momentos catequéticos e de edificação cristã proporcionados pelas explicações do Reverendíssimo Padre Rondineli Cristino.



As crianças puderam aprender sobre o grande gesto de humildade de Jesus presenciando o “Lava Pés”, constituído por amigos da catequese. Foi ressaltado o quanto Cristo é sublime, pois se rebaixou ao que havia de mais baixo do homem para purificar-lhes.



Na explicação sobre a Santa Ceia, Padre Rondineli destacou a grandiosidade do Senhor ao deixar para a humanidade o sustento e a fortaleza: o Corpo e Sangue de Cristo. Assim, repetiu-se com os pequeninos a mesma ação daquela noite santa. Depois dos apóstolos apreciarem o pão e o vinho, todos os presentes também puderam fazer o mesmo, recordando a Sagrada Refeição derradeira.




 Dessa forma, a celebração foi motivo de intensa alegria das crianças que através de todas as atitudes de aproximação de Deus ficaram cheias de fé e devoção.


Matéria e fotos - Waldecy Lopes Junior