sexta-feira, 9 de maio de 2014

Mais um pouco sobre a Santa Missa


Caros amigos que frequentam este blog, como pôde ser visto na primeira postagem sobre a Eucaristia, com alguns parágrafos iniciais da belíssima Encíclica do tão amado São João Paulo II: “Igreja de Eucaristia”, o valor da Eucaristia é infinito. Ultrapassa a compreensão humana de doação e amor. Pois na Eucarística o Senhor dá  a vida se entrega como Vítima por aqueles que tanto ama!



Mas então por que temos o costume de "pagar" para celebrar uma missa por alma ou intenção especial? A Espórtula, como é chamada a oferta para se celebrar uma missa ou outro Sacramento, é uma tradição da Igreja que se baseia nos exemplos de partilha encontrados no Novo Testamento. Pode-se encontrar exemplos desse costume no Evangelho como a oferta da Viúva, (Mc 12,42-44), com as mulheres que ajudavam Jesus com seus bens (Lc8,1-3). E muitos outros contidos nos Atos dos Apóstolos onde fica claro que os primeiros Cristãos viam na doação de bens uma forma de reconhecimento do Dom de Deus e também um meio de contribuir com aqueles que se dedicam ao serviço da Evangelização.


Este é portanto o sentido da espórtula: um gesto de reconhecimento e entrega de algo de si Àquele que se fez Dom total por suas criaturas; e modo de prover as necessidades materiais da Igreja e seus Sacerdotes. Porém deve-se lembrar que em cada Eucaristia celebrada a Igreja ora por todos os seus filhos , vivos e falecidos em todas as suas necessidades.



Que Maria Santíssima,  “a primeira que comungou",  ajude a cada um de seus filhos a compreender o imenso valor da Eucaristia e a viver de seus frutos.


Matéria: Carmen Nogueira
Fotos: Arquivo Pascom e Internet

quarta-feira, 7 de maio de 2014

O valor do Sagrado Sacrifício: a Santa Missa

Pensando que a comunidade a cada momento de sua vida busca a eucaristia como um Sacramento semanalmente celebrado e que sustenta a caminhada cotidiana ou sente a necessidade de celebrá-la em ocasiões especiais por si ou por aqueles que amam.


Propõe-se para um aprofundamento sobre o que realmente é este tão salutar Sacramento, para isso segue alguns parágrafos do primeiro capítulo da Carta Encíclica de João Paulo II: Igreja de Eucaristia.


“Instituiu o sacrifício eucarístico do seu corpo e sangue. As palavras do apóstolo Paulo recordam-nos as circunstâncias dramáticas em que nasceu a Eucaristia. Esta tem indelevelmente inscrito nela o evento da paixão e morte do Senhor. Não é só a sua evocação, mas presença sacramental. É o sacrifício da cruz que se perpetua através dos séculos. Esta verdade está claramente expressa nas palavras com que o povo, no rito latino, responde à proclamação « mistério da fé » feita pelo sacerdote: « Anunciamos, Senhor, a vossa morte ».A Igreja recebeu a Eucaristia de Cristo seu Senhor, não como um dom, embora precioso, entre muitos outros, mas como o dom por excelência, porque dom d'Ele mesmo, da sua Pessoa na humanidade sagrada, e também da sua obra de salvação. Esta não fica circunscrita no passado, pois « tudo o que Cristo é, tudo o que fez e sofreu por todos os homens, participa da eternidade divina, e assim transcende todos os tempos e em todos se torna presente ».


Quando a Igreja celebra a Eucaristia, memorial da morte e ressurreição do seu Senhor, este acontecimento central de salvação torna-se realmente presente e « realiza-se também a obra da nossa redenção ». Este sacrifício é tão decisivo para a salvação do género humano que Jesus Cristo realizou-o e só voltou ao Pai depois de nos ter deixado o meio para dele participarmos como se tivéssemos estado presentes. Assim cada fiel pode tomar parte nela, alimentando-se dos seus frutos inexauríveis. Esta é a fé que as gerações cristãs viveram ao longo dos séculos, e que o magistério da Igreja tem continuamente reafirmado com jubilosa gratidão por dom tão inestimável.
 É esta verdade que desejo recordar mais uma vez, colocando-me convosco, meus queridos irmãos e irmãs, em adoração diante deste Mistério: mistério grande, mistério de misericórdia. Que mais poderia Jesus ter feito por nós? Verdadeiramente, na Eucaristia demonstra-nos um amor levado até ao « extremo » (cf. Jo 13, 1), um amor sem medida. Este aspecto de caridade universal do sacramento eucarístico está fundado nas próprias palavras do Salvador. Ao instituí-lo, não Se limitou a dizer « isto é o meu corpo », « isto é o meu sangue », mas acrescenta: « entregue por vós (...) derramado por vós » (Lc 22, 19-20). Não se limitou a afirmar que o que lhes dava a comer e a beber era o seu corpo e o seu sangue, mas exprimiu também o seu valor sacrificial, tornando sacramentalmente presente o seu sacrifício, que algumas horas depois realizaria na cruz pela salvação de todos. « A Missa é, ao mesmo tempo e inseparavelmente, o memorial sacrificial em que se perpetua o sacrifício da cruz e o banquete sagrado da comunhão do corpo e sangue do Senhor ».

A Igreja vive continuamente do sacrifício redentor, e tem acesso a ele não só através duma lembrança cheia de fé, mas também com um contacto actual, porque este sacrifício volta a estar presente, perpetuando-se, sacramentalmente, em cada comunidade que o oferece pela mão do ministro consagrado. Deste modo, a Eucaristia aplica aos homens de hoje a reconciliação obtida de uma vez para sempre por Cristo para humanidade de todos os tempos. Com efeito, « o sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício ». Já o afirmava em palavras expressivas S. João Crisóstomo: « Nós oferecemos sempre o mesmo Cordeiro, e não um hoje e amanhã outro, mas sempre o mesmo. Por este motivo, o sacrifício é sempre um só. [...] Também agora estamos a oferecer a mesma vítima que então foi oferecida e que jamais se exaurirá ».)A Missa torna presente o sacrifício da cruz; não é mais um, nem o multiplica. O que se repete é a celebração memorial, a « exposição memorial » (memorialis demonstratio), de modo que o único e definitivo sacrifício redentor de Cristo se actualiza incessantemente no tempo. Portanto, a natureza sacrificial do mistério eucarístico não pode ser entendida como algo isolado, independente da cruz ou com uma referência apenas indirecta ao sacrifício do Calvário.. 


Em virtude da sua íntima relação com o sacrifício do Gólgota, a Eucaristia é sacrifício em sentido próprio, e não apenas em sentido genérico como se se tratasse simplesmente da oferta de Cristo aos fiéis para seu alimento espiritual. Com efeito, o dom do seu amor e da sua obediência até ao extremo de dar a vida (cf. Jo 10,17-18) é em primeiro lugar um dom a seu Pai. Certamente, é um dom em nosso favor, antes em favor de toda a humanidade (cf. Mt 26, 28; Mc 14, 24; Lc 22, 20; Jo 10, 15), mas primariamente um dom ao Pai: « Sacrifício que o Pai aceitou, retribuindo esta doação total de seu Filho, que Se fez “obediente até à morte” (Flp 2, 8), com a sua doação paterna, ou seja, com o dom da nova vida imortal na ressurreição ».


Ao entregar à Igreja o seu sacrifício, Cristo quis também assumir o sacrifício espiritual da Igreja, chamada por sua vez a oferecer-se a si própria juntamente com o sacrifício de Cristo. Assim no-lo ensina o Concílio Vaticano II: « Pela participação no sacrifício eucarístico de Cristo, fonte e centro de toda a vida cristã, [os fiéis] oferecem a Deus a vítima divina e a si mesmos juntamente com ela .”
Carta Encíclica de João Paulo II: "Igreja de Eucaristia"


Matéria - Carmen Nogueira
Fotos - Arquivo Pascom e internet

Matérias especiais:

Durante todo o mês de maio, você encontrará no blog  matérias sobre a Santa Missa:
Acompanhe semanalmente as matérias.

  • Valores da Santa Missa
  • Missa e família; juventude e família; leigos e família
  •  Formação litúrgica: A missa parte por parte
  • Maria e a Eucaristia

domingo, 4 de maio de 2014

Tarde de encontro: formação e reflexão

Neste domingo, 4 de maio, a Paróquia Santuário Nossa Senhora de Nazaré - Nazareno MG, sediou o Encontro Diocesano dos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística e Pastoral da Saúde.O encontro foi realizado na quadra da Escola Municipal Doutor Walfrido Silvino dos Mares Guia das 13 às 17h. A oração inicial foi dirigida pelo Ministro Mauricio da Paróquia de Nazareno, foi um momento de oração intensa e ao mesmo tempo dinâmica e alegre.




O segundo momento  foi uma reflexão sobre espiritualidade que foi dirigido pelo Padre Rondineli Cristino, ele ressaltou que a espiritualidade do leigo deve motivá-lo em seus trabalhos pastorais para que estes possas ter sentido e dar frutos. Deu ênfase ao caráter cristocêntrico, trinitário, missionário e mariano que deve embasar toda a atividade do Ministro e do agente de Pastoral.




Terminado este momento de reflexão passou-se a palavra para a coordenadora diocesana da Pastoral da Saúde, Heloísa, que falou sobre o tema: "Doenças autoimune" com o objetivo de informar e formar os agentes que estão diretamente em contato com as pessoas enfermas e suas famílias.


Ao final do Encontro teve um animado sorteio de brindes e o momento do lanche, o qual proporcionou alegria e descontração.




Entrevistas

Qual o sentimento em estar atuando como membros do Ministério da Comunhão Eucarística e da Pastoral da Saúde?


Padre Pedro Jesus Wiermann (Assessor do Ministério Extraordinário da Comunhão Eucarística e da Pastoral da Saúde):


Primeiro eu estou por obediência, fui escolhido em uma reunião do Clero na época de Dom Waldemar. Eu gosto por ver a participação e boa vontade dos leigos da Pastoral da Saúde e Ministros da Comunhão que buscam crescer através dos encontros. Me sinto muito bem em estar a frente de pessoas engajadas que querem ser Igreja viva, isso é muito importante!

Antônio Augusto (membro da Pastoral da Saúde)


Sentimento que garante a minha paz em relação a minha esposa que ficou doente. Pelos exemplos de São Camilo de Lellis, pelo que a minha esposa passou e o que eu passei a gente vê como é importante visitar os doentes.

Margarida (Coordenadora Diocesana do Ministério Extraordinário da Comunhão Eucarística)


Pra mim é motivo de muito orgulho. Sempre considerei esse ministério um presente muito grande de Deus, não só pra mim, mas pra todos que são convidados a exercer esse ministério. Embora seja muito trabalhoso, exige muita renúncia, no entanto, vale muito a pena, pode ter certeza disso.

Claudia Patrícia (Ministra da Comunhão)


Me sinto honrada de ser ministra da Eucaristia, de levar Jesus aos enfermos. Sinto que nem mereço tanto, pois preciso caminhar muito para minha conversão e santidade. Sinto que nem sou digna de ser ministra da Eucaristia, tenho que melhora muito. Tenho que ser mais humilde, a gente aprende muito com os enfermos e aprende muito com os outros amigos do ministério.

Heloísa Carmen (Coordenadora Diocesana da Pastoral da Saúde)


Me sinto muito bem, há dez anos estou na Pastoral da Saúde na paróquia, há três anos na coordenação diocesana. Neste encontro a gente vê a disponibilidade das pessoas que vem de longe, a disponibilidade em aprender e depois levar para as suas paróquias. 



Matéria e fotos - Carmen Nogueira

Na Cruz contemplamos o sinal do infinito amor de Deus

Neste sábado, 03, a comunidade da Paróquia/Santuário Nossa Senhora de Nazaré celebrou de forma memorável a Festa de Santa Cruz, lembrando o símbolo da redenção conquistada pelo sangue de Jesus.

Às 18h 30min os fiéis se reuniram no largo do cruzeiro situado no Bairro do Rosário, para participar da procissão em honra a Nossa Senhora de Fátima. Assim, recordou-se a garra e amor em Deus de Maria Santíssima, pois esteve de pé e firme aos pés da cruz, sinal de confiança e fé na promessa divina.



Na chegada celebrou-se a Santa Missa, na qual Padre Rondineli lembrou a importância de reverenciarmos a cruz de Cristo, reconhecer que é através do caminho tortuoso do calvário que se conquista a Salvação. 



Apenas pela trajetória da cruz é que se chega a ressureição. Por isso a Santa Cruz é o sinal mais admirável do grande amor de Deus pela humanidade, afinal deu seu único filho para morrer pela vida eterna dos homens e redimir seus pecados.



Após a celebração, aconteceu a coroação de Nossa Senhora pelas crianças da comunidade. O gesto foi sinal de admiração e louvor àquela que foi a corredentora da humanidade.


Realizou-se ainda a bênção e queima da fogueira, além de um animado leilão de prendas.


Nós Vos adoramos, ó Cristo, e Vos bendizemos! Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!

Matéria - Waldecy Junior
Fotos - Everton

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Senhor fazei dar frutos do trabalho realizado a cada dia


Neste dia de São José Operário e também dia do trabalhador, a Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, Nazareno MG , se reuniu às 19h para celebrar a Eucaristia em honra ao Glorioso Santo e em agradecimento a Deus pela vida dos trabalhadores .



Na homilia Pe. Rondineli destacou que São José é o único Santo celebrado duas vezes durante o ano litúrgico; no dia 19 de março e no dia primeiro de maio onde é reconhecido com aquele que por meio do seu trabalho proveu de bens a Sagrada Família de Nazaré.

Falou aos fiéis da importância do trabalho na vida humana e que através dele pode-se continuar o trabalho criador de Deus.



Neste sentido recordou as várias conquistas da sociedade que tanto facilitam e tornam mais confortável a vida. De modo especial disse que o trabalho deve ser realizado com honestidade e justiça. E que o trabalho deve estar a serviço do ser humano, o qual tem o direito de usufruir de seus frutos.

As várias profissões e serviços da comunidade foram apresentadas diante do altar do Senhor em um gesto de gratidão e reconhecimento!







Ao final da celebração abençoou-se os trabalhadores e suas carteiras de trabalho.
São José intercedei a Deus para que o trabalho sirva de fato à uma vida digna e tranquila para todas as famílias !




Matéria - Carmen Nogueira
Fotos - Thailyne Eduarda

quinta-feira, 1 de maio de 2014

São José, protetor dos trabalhadores


Cidade do Vaticano (RV) - Em virtude dos movimentos trabalhistas surgidos no século XX, o
Papa Pio XII instituiu em 1955 a festa de São José Operário.

O objetivo do Pontífice foi oferecer ao trabalhador um modelo e um protetor.

A visão dignificante e santificadora do trabalho está nas origens da própria Revelação quando se lê que Deus trabalhou seis dias e descansou no sétimo, que o mundo e o homem são obras de suas mãos.
Jesus nos falou: “Meu Pai trabalha até agora e eu também trabalho”.

Também Jesus quis se apresentar como o filho do carpinteiro e também ele estava presente na oficina de Nazaré.

Não podemos deixar na sombra a figura de Maria em seu trabalho de dona de casa, cozinhando, limpando a casa, lavando as roupas de sua família.

Por último vale a frase de São Paulo “quem não quiser trabalhar não deverá comer e que coma o fruto de seu trabalho”.

São José é o protetor dos trabalhadores. Já escrevia Leão XIII em sua encíclica Rerum Novarum: “ Os proletários e os operários têm como direito especial recorrer a São José e de procurar imitá-lo. José, de fato de família real, unido em matrimônio com a mais santa e a maior entre todas as mulheres, considerado como o pai do Filho e Deus, não obstante tudo passou a vida toda a trabalhar e tirar do seu trabalho de artesão tudo o que era necessário ao sustento da família.”

Nossos cumprimentos a todos os trabalhadores e nossas orações pelas crianças que trabalham e pelos desempregados.
(CAS)

Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/bra/articolo.asp?c=795506
do site da Rádio Vaticano 

Postagem: Doraci Couto