terça-feira, 7 de abril de 2015

A manhã radiosa da Ressurreição

 Aleluia, Aleluia Jesus Cristo Ressuscitou! Vida Nova no Amor e na Fé

Santa Missa às 08h

                Domingo da Páscoa (significa passagem) marca o ápice da paixão de Jesus Cristo. É a celebração mais importante da Igreja Cristã, em que se comemora a ressurreição.

                O povo de Deus, mais uma vez em orações se encontra às 8h no Santuário Nossa Senhora de Nazaré para a celebração da Santa Missa, presidida pelo Reverendíssimo Padre Nelber Rodrigues da Congregação do Sagrado Coração de Jesus.


O Reveredíssimo, em sua homilia ressalta que "Jesus está vivo para nós! Aleluia, aleluia". Deste modo, que as manhãs de domingo, de todos os domingos de nossas vidas seja abençoado por uma Missa, que é um momento muito especial. E, conscientes, porque todos os domingos é o dia do Senhor!

                Todos os domingos de nossas vidas devem ser relembrados como se fossem o domingo da ressurreição. Dia de não ser pagão. Em outras palavras, de não cultivar preguiças, depressão, inveja, não tratar as pessoas mal, não ficarmos mortos em nossas casas, não é dia das coisas ruins. Domingo é o dia de estar com Deus, cultivar a família, de se exagerar de coragem, esperanças, fé e paz. A vida é feita de passo a passo, sem atropelo e que a cada domingo possamos vencer como Jesus venceu.



Em sua reflexão, o sacerdote voltou ao Evangelho destacando a grande participação da mulher, que volta ao túmulo. Tudo estava acabado, a pedra tinha sido rolada, a mulher era uma pecadora, o coração sentido, mas sem acreditar como se fosse uma mãe que perde um filho. O amor que perde o amor. A mulher sai correndo e vai encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava e diz: " tiraram o Senhor do túmulo e não sabemos onde O colocaram" . Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. Sendo assim, Simão Pedro, com autoridade, entra primeiro no sepulcro para se certificar.

Depois, o discípulo que Jesus amava, vendo que ali só sobravam algumas vestes de Jesus, acreditou que o Mestre havia ressuscitado dos mortos. O amor sempre está à frente, amor de mãe, amor incondicional. Devemos amar e ser amados e passar por experiências que só o amor vence. E o discípulo amado é aquele com o coração aberto, que deixa ser tocado por Deus, sabe amar e acredita que Jesus Cristo ressuscitou e venceu. Amor e Fé: juntos estamos com DEUS.


Batizados 

Por volta das 09h foi realizado no Santuário, pelo Pároco, Padre Rondineli Cristino, os batizados de 12 crianças, um momento propício e especial para o derramamento da graça do Senhor.


Os pequenos que foram lavados do pecado original participaram do Sacramento da Entrada, pois é através do Batismo que se recebe o selo indelével de cristão e se torna filho de Deus e membro da Igreja.



Em sua reflexão, Padre Rondineli lembrou que os corações dos familiares, pais e padrinhos, devem exultar de alegria assim como no dia do nascimento daquela criança, afinal é pelas águas do Batismo que se renasce pára a vida espiritual.


Santa Missa Solene às 11h

Encerrando as atividades matutinas do Domingo de Páscoa de 2015 celebrou-se a Santa Eucaristia Solene, momento ímpar, através do qual recebe-se o Senhor Sacramento nos corações.


Participando da rica tradicionalidade da Missa Solene, expressada através de cantos históricos em latim e entoados pela Orquestra e Coro Nazareth (a qual abrilhantou esta Sema Santa), é possível resgatar nos corações distantes a intimidade com o Senhor, ajudando na oração e meditação.



Matéria - Renato Gargia e Thailyne Eduarda
Fotos - André Ávila, Carmen Nogueira e Thailyne Eduarda

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Solene Vigília Pascal

“Demos graças ao Pai que nos deu seu Filho e o ressuscitou dentre os mortos, e a vida se tornou vitoriosa para sempre!”


A Igreja de Deus celebrou neste 03 de abril o Sábado Santo,  conhecido por muitos como “Sábado de Aleluia”. Na Paróquia/Santuário Nossa Senhora de Nazaré, a celebração iniciou-se às 20h com a Vigília Pascal, em que se celebrou os mistérios da Páscoa do Senhor e o seu triunfo sobre a morte.



Durante a cerimônia, o sacerdote acendeu a vela do Círio Pascal, que simboliza a luz de Cristo, que ilumina o mundo. Na vela, estão gravadas as letras gregas Alfa e Ômega, que querem dizer "Deus é o princípio e o fim de tudo”. Assim, os fiéis reunidos acenderam suas velas na luz do Círio Pascal e as luzes da Igreja foram apagadas, enquanto o sacerdote mencionava palavras referentes à eternidade de Cristo.



Em seguida, foram proclamadas as leituras e os salmos. Depois disso, o Reverendíssimo Padre Nelber proclamou o evangelho segundo São Marcos e desenvolveu a sua homilia. Muitas palavras foram ditas pelo sacerdote, todas elas de incentivo e reflexão para uma vida nova em Cristo Jesus.


Segundo o Reverendíssimo Padre, a importância de se celebrar a ressurreição de Jesus Cristo é supremamente maior do que celebrar a sua morte, visto que Cristo já semeou a semente da eternidade e da vida e sua morte já foi vencida.



Como forma de renovação das promessas batismais e propostas de vida nova, durante a celebração, as águas que serão usadas nos batizados foram abençoadas e logo em seguida aspergidas pelos sacerdotes.




A celebração do Sábado Santo foi uma cerimônia extremamente especial para todos os paroquianos e visitantes. Nela, foram dadas graças ao Pai pela ressurreição de Cristo, que, por infinito amor nos deu vida nova e nos lavou de todos os nossos pecados.




Matéria - Daniely Santos
Fotos - Everton Modesto

domingo, 5 de abril de 2015

“Prova de amor maior não há do que doar a vida pelo irmão”

Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo: pelo amor através da dor


Como se sabe, não há celebração da Santa Missa na sexta-feira da paixão de Cristo. Neste dia é de grande proveito as tradições que buscam  promover  reflexões sobre a morte e crucificação de Nosso Senhor. Dentro desse propósito, teve início ontem (03), a partir das 20h, o Sermão do Descendimento da Cruz com a procissão de Enterro do Senhor Morto logo a seguir. Uma multidão muito significativa de fiéis se reuniu em frente ao Santuário Nossa Senhora de Nazaré para ouvir atenciosamente as sábias palavras do reverendíssimo Pe. Claudir Possa Trindade.


A princípio, o ilustre sacerdote ressaltou a importância de guardar este célebre dia como um misto de dor, resignação e esperança. Nesse sentido, a Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo vem atribuir um significado mais profundo e duradouro para toda trama da qual se constitui a nossa existência. Jesus foi, em gesto de puro Amor, enviado pelo Pai para estar entre o homens, conviver com a crueldade das suas leis e morrer pela mesma humanidade pecadora que decretou a sua morte. Sublime prova de amor que Jesus nos dá como exemplo para assim sermos com os nossos irmãos. 



Com base nesse amor Ágape, incondicionalmente fraterno e desinteressado, aprendemos com Cristo que a vida somente ganha fundamento e abre caminhos quando nos apropriamos de nossa cruz diária e se preciso for, morremos um pouco e cada dia mais pelo nosso irmão, amigo ou desconhecido que carece urgentemente de um pouco mais de vida, do sopro ungido que emana dos céus.




Dessa forma, os conceitos de vida e de morte deixam de ser pensados a partir de uma perspectiva meramente biológica, isto é, ultrapassam os limites do corpo para desnudar vidas e mortes muito mais sérias e fundamentais. Como o sangue da Salvação que Cristo derramou na cruz para nos dar a Vida que está nos céus, também nós cristãos somos chamados a morrer um pouco mais para que a existência de nosso irmão tenha mais vida. Dentre todas, uma verdade se sobressai como a mais importante para representar a Crucificação e Redenção da humanidade pelo Senhor: sem Cristo, apenas existimos.




Além dessas explanações, Pe. Claudir também orientou o Povo de Deus para se atentar aos sinais de sofrimento e crucificação que o mundo nos imprime a exemplo do que ocorreu com Jesus. Longe de possuirmos mãos e pés chagados e pregados à cruz, o mundo nos submete às sensações de prazeres imediatos e profanadores, à quebra dos princípios morais e a uma série de questões sociais muito problemáticas como a violência e a não-aceitação das diferenças alheias, o narcotráfico, os homicídios e a impunidade. 



A partir disso, é imprescindível compreender que todos esses obstáculos ao Amor de Deus e à paz entre os homens carregam consigo a mesma raiz do mal que nos afasta dos propósitos sagrados e da vida celeste que justifica todos os percalços encontrados na caminhada do cristão.



Ao trazer à luz dos dias atuais a profecia e o projeto de Amor implementado por Jesus, o reverendíssimo Padre demonstra como a nossa vida foi moldada por Deus para seguir os planos do Alto, muitas vezes esquecidos em função dos holofotes e descompassos desse mundo caótico e desgovernado. Com o descendimento da Cruz, seguiu-se a procissão de Enterro do Senhor, abrilhantada pela devoção e recolhimento interior de nossos irmãos nazarenenses, os quais seguiram em oração. Todos acompanharam dolorosos o Senhor pelo Calvário e esperançosos com o momento de Assunção e vitória de Jesus contra as amarras da morte e do pecado.




No encerramento da celebração em luto da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, os fiéis foram incentivados a permanecer com Jesus em sua Ressurreição para não ficarem estagnados na dor e assim possam ser restaurados com a Vida Nova contida no Sangue Derramado.





 O filósofo alemão Friedrich Nietzsche defende que o homem é um rio turvo e precisamos ser um mar para receber esse rio turvo que somos nós. Pois bem, essa foi a grande impressão que se teve desta Sexta-feira Santa: uma multidão de mares disposta a receber seus rios, pois o Oceano de onde provêm esses mares já doou incondicionalmente as suas águas.





Matéria - Guilherme Augusto
Fotos - Everton Modesto Géssica Heloísa

Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo

Foi em uma sexta-feira que Pilatos condenou Cristo a morte de cruz, nessa mesma sexta-feira os soldados brutamente flagelaram o Cristo e às 15 horas desse mesmo dia Jesus olhou para o alto e disse ao Pai que estava tudo consumado e o véu do templo foi rasgado pelo mistério da Cruz.


Em 03 de abril de 2015 às três horas da tarde de mais uma sexta-feira santa, fiéis se reuniram no Santuário Nossa Senhora de Nazaré para participarem da Solene Ação Litúrgica da Paixão de Cristo. 


A celebração teve como presidente o Revmo. Padre Rondineli Cristino e as reverendíssimas participações dos Padres Pedro Paulo e Nelber Rodrigues. Os paramentos vermelhos lembravam o sangue derramado por Cristo, a igreja estava escura, os altares desnudados, sem nenhuma ornamentação; pairava o luto.


Os sacerdotes prostraram-se totalmente no chão reverenciando o altar, as leituras apresentavam o servo de Deus, o sacerdote perfeito esmagado, pisoteado e cuspido que tomou sobre si as dores dos homens. 


O Evangelho proclamado solenemente trazia os relatos da Paixão, desde a prisão no Horto das Oliveiras até o sepulcro. A homilia da celebração foi proferida pelo Revmo. Padre Pedro Paulo que com palavras simples falou da fidelidade que Cristo pede à sua Igreja, dizia ele que assim como Jesus foi condenado à morte, quilombolas, índios e negros também são, pessoas simples são taxadas pelas práticas de fé e a igreja não pode assistir a tudo isso sem expressar a caridade que Jesus pregou. 




A missão de todos é perpetuar a fé no Senhor não rejeitando nossas cruzes e indo ao encontro do próximo que tanto carece da humanidade dos cristãos. Mais uma vez a igreja se prostrava, dessa vez diante da Cruz de Cristo que adentrou ao santuário velada e depois foi apresentada ao povo que em companhia dos sacerdotes, ministros da comunhão eucarística, da palavra e do acolitato veneravam a Santa Cruz, beijaram-na e lembravam aquele momento que todos foram redimidos de suas falhas pelo morte do Senhor no madeiro romano. 

"Beijo a tua cruz que condena e esmaga o pecado em mim"


 Cristo Jesus, o belíssimo esposo, se fez Eucaristia para sustentar os seus seguidores, o corpo do Salvador partido pela humanidade foi compartilhado pela assembleia no momento da comunhão. 





O término da ação litúrgica foi marcado pela oração dos sacerdotes sobre o povo que saiu do santuário com a missão de nunca se esquecer que o amor de Deus pelo mundo foi tão grande que entregou seu Filho para salvar os homens. O preço da humanidade já foi pago. Assim seja!



Matéria - Rodrigo Augusto
Fotos - Thailyne Eduarda