segunda-feira, 19 de março de 2018

Segundo dia do Setenário das Dores de Maria Santíssima

Foi necessário fugir
Bárbara foi a atitude de Herodes que fez doer o coração da Mãe do Salvador. Intrigado e, de certa forma, revoltado com a atitude dos magos que enviou a Belém, o Rei tomou uma cruel decisão e mandou matar todas as crianças menores de dois anos, para que assim, Jesus, que estava nessa idade, fosse morto e não ameaçasse seu reinado. 
Jesus e João Batista foram protegidos por Deus, o Altíssimo abriu uma montanha para que Isabel pudesse permanecer escondida com seu filho e ordenou que Gabriel visitasse José em sonhos e o dissesse que era necessário fugir para o Egito.
Abraçada com Jesus e carregada por um jumentinho guiado por José, Maria segui o caminho de dor. Imagináveis podem ser as necessidades físicas que a Senhora passou por essa fuga. Enquanto ela abraçava e acariciava seu pequeno, Ela podia sentir o presságio da dor de ver inocentes pagarem pelos crimes do outro. Seu bebê era uma criança que traria bondade para o mundo, mas teve que fugir devido a ganância do rei.
Pela arrogância humana, o Filho de Maria partiu seu corpo para os homens no alto da cruz. Foi para lá; o madeiro romano que Padre Márcio conduziu a assembleia a olhar na noite do domingo (18). Ele foi o presidente da celebração das 19h, no Santuário e trouxe uma profunda reflexão sobre a frase dos gregos "queremos ver Jesus" (Jo 12,21b). 
É para a cruz que todos devem olhar e ver a cruz não é difícil, temos na Igreja, nas estradas, em quadros, mas é preciso voltar os olhos para a cruz da vida, pois é nela que pode-se encontrar o caminho para o céu.
Na vida de Maria, a cruz foi presente desde quando ela disse sim ao propósito de Deus, e nem por isso ela se revoltou ou blasfemou. Seria injusto não permitir àquela mãe sentir dor, seria cruel achar que naquele coração não doeu as lutas do dia, seria vão pensar que ela parou na dor.
Senhora das dores dá força e exemplo aos homens e honra a escolha de Deus. Maria tem suas dores meditadas diariamente pela comunidade nazarenense. O segundo dia do setenário teve início após a celebração da Santa Missa. 
Bendigamos ao Senhor ... 
 ... Demos graças a Deus!

Matéria: Rodrigo Augusto
Fotos: Carmen Nogueira, Rodrigo Augusto.

domingo, 18 de março de 2018

Primeiro dia do Setenário das Dores de Maria Santíssima

Intensificam-se as preparações para a triunfal festa da Páscoa do Senhor
Os badalos dos sinos ecoados às 12h e às 15h do sábado (17) anunciavam o início de um novo caminho. Dentro do piedoso tempo quaresma, durante 7 dias, voltam-se os olhos àquela que trouxe ao mundo quem elevaria os homens à dignidade da salvação.
Em meio a velação das imagens, é possível agora, notar ao centro do presbitério a face complacente de Maria, Senhora das Dores. Nela encontramos forças para nosso caminho diário de dores e labutas. Ela permaneceu de pé, pois tinha fé e em meio a toda violência que seu Filho Jesus padecia, ele pode encontrar nos olhos e na companhia da Senhora o conforto.
Às 19h, a comunidade paroquial se reuniu no Santuário de Nossa Senhora de Nazaré para a celebração da Santa Missa, primeira cerimônia da noite. Dentro da liturgia do quinto domingo da Quaresma, Jesus, no Evangelho de João fazia uma previsão de sua morte para os apóstolos e discípulos, dizendo: "É agora o julgamento deste mundo. Agora o chefe deste mundo vai ser expulso, e eu, quando for elevado da terra, atrairei todos a mim" (Jo 2,31).
Foi também uma profecia que causou a primeira dor de Maria. Tal feito se deu no templo, no dia em que ao lado de José, ela foi ao lugar apresentar seu menino no Templo. A profecia de Simeão é a primeira dor meditada no Setenário e através da reflexão preferida pelo pregador foi capaz de perceber que ao longo do tempo são muitas as mães que continuam tendo o coração traspassado pela espada de dor. 
O itinerário do Setenário teve início logo após a Missa e contou com a participação de um grande número de fiéis. A assembleia presente, variante entre crianças e idosos permaneceu piedosamente nesse momento salutar de abastecimento e fortificação da fé.

Padre Márcio César Ferreira da Paróquia de Santa Maria Mãe de Deus de Madre de Deus de Minas foi o pregador da noite e caberá a ele também as demais reflexões nesses dias. Ele começou fazendo uma explicação em torno do número 7, quantidade que representa as dores da Senhora. Esse número na Bíblia representa perfeição, é a soma de 3 e 4, humano e divino. São 7 os sacramentos, as Igrejas do Apocalipse e a quantidade de vezes que Jesus disse que devemos perdoar, multiplicado a setenta. 
Que o Setenário das Dores seja para todos um momento de contemplar em Maria, a mulher de fé que esteve sempre de pé. Cuja alma cruel espada traspassou, mas ainda sim seguiu firme rumo à gloria de estar para sempre ao lado de seu Filho. 
Matéria: Rodrigo Augusto
Fotos: Cássia Pereira 

segunda-feira, 12 de março de 2018

"Vós jovens, vós moças e rapazes, louvai o nome do Senhor" (Sl 148)

Domingo laetare: a alegria da Páscoa se aproxima
A igreja se revestiu de paramentos na cor rosa para exortar seus fiéis de que a grande festa da Páscoa se aproxima com todo êxito e júbilo nesse quarto domingo do tempo da Quaresma (11). Na Paróquia/Santuário de Nossa Senhora de Nazaré o domingo foi marcado pela oração, vigilância e união.
Em meio a sustos em um fim de semana com ar pesado, os paroquianos fiéis se reuniram nas celebrações da Santa Missa. Padre José Raimundo presidiu as celebrações dominicais, sendo que a das 10h30 contou com a participação especial das crianças e dos jovens que participavam do encontro promovido pelo Setor da Juventude da Diocese de São João Del Rei.
A liturgia do fim de semana trazia a mensagem de libertação do povo de Deus do exílio da Babilônia e da escravidão do pecado. O evangelista João relata em seu escrito a conversa de Jesus e Nicodemos, um membro do Sinédrio, discípulo do Messias às escondidas, pois tinha muito medo dos romanos. Nessa passagem pode ver o grande resumo de toda história de amor de Deus com os homens.
 "De tal modo, Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho único, para que todo que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3,16) 
A Santa Missa foi marcada pela participação dos jovens encontristas que durante o fim de semana se reuniram na Escola Municipal para meditar, divertir e rezar, preparando nesse tempo Quaresmal para testemunharem a ressurreição de Cristo.
Crismandos, jovens de todas as idades e membros do Grupo Jucc tiveram o fim de semana movimentado e marcado pela esperança de uma grande festa para reviver o Mistério salvífico de Deus e também pelo sonho de amor pelo mundo.
"Ide e fazer discípulos em todas as naçoes" (Mt 28,19a)

Matéria e fotos: Rodrigo Augusto


quarta-feira, 7 de março de 2018

Por falar em saudade, onde anda você?

Semana marcada pela esperança da ressurreição e saudade.
Nos últimos dias 28 e 04 (quarta e domingo, respectivamente), paroquianos se reuniram em torno das mesas da Palavra e da Eucaristia para orar em sufrágio das almas dos Rev.mos Padres José Casimiro da Silva e Francisco de Andrade acreditando que eles recebem de Deus a recompensa pelos seus feitos e olham do alto dos céus pelos paroquianos que guardam saudosas lembranças.
 
Suas memórias se perpetuam nas ruas, casas, na educação, na saúde, na fé e espiritualidade do povo nazarenense. Os seus exemplos de humanidade e atenção às necessidades sociais se mantém vivos no testemunho daqueles que conviveram com ambos ou ouviram falar daqueles que partiram, mas se imortalizaram nos corações.
O 6º ano do falecimento do Padre José foi marcado pela saudade de muitos nazarenenses que se reuniram no Santuário, às 8h para uma Santa Missa em sufrágio da alma do pároco. Padre Rondineli foi quem presidiu a celebração e destacou que enquanto nos dias de hoje, os fiéis se preparam para a Festa da ressurreição de Cristo, Padre José já celebra sua Páscoa definitiva.
 
Após a Missa, a assembleia seguiu em cortejo fúnebre até o Cemitério Paroquial, onde, em frente à sepultura foi rezada a encomendação da alma, suplicando ao Pai celeste que Padre José esteja descansando e paz. 
O mesmo aconteceu no domingo, 04, onde a comunidade paroquial recordou o 29º aniversário da morte do Padre Francisco. Às 8h, no Santuário, Padre Rondineli presidiu a Santa Missa com a liturgia do 3º domingo da Quaresma e rezando pelo descanso eterno do saudoso sacerdote. 
Padre Francisco partiu muito jovem e de modo repentino, deixando além de muita saudade, o exemplo de humildade, atenção e carinho. Perpetuou seu legado como professor e pároco e sobretudo, ensinou a todos a ouvir de imediato o chamado de Deus.
Em frente a sepultura de Padre Francisco, construída dignamente enquanto Padre José estava a frente da paróquia, foi rezada a encomendação de sua alma. 
Nazarenense, Padre Sílvio presidiu a Santa Missa do domingo às 19h e recordou feitos e falas de Padre Francisco.
"Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas, 
eu estou vivendo
no mundo do Criador" (Santo Agostinho)

Matéria: Rodrigo Augusto
Fotos: Carmen Nogueira, Luann Braz, Pâmella Santos.