quarta-feira, 1 de abril de 2015

Um Encontro de Amor


"Ó vós todos que passais pelo caminho, olhai e vede se existe dor semelhante à dor que me atormenta" (Lam 1, 12).


Santa Missa e Procissão

A última terça-feira do mês de março se tornou marcante na vida dos fiéis devotos de Nossa Senhora das Dores e do Bom Jesus dos Passos, na Paróquia/Santuário Nossa Senhora de Nazaré. Tal fato se dá pelo dia da memória do encontro de Jesus e Maria no caminho do Calvário.


Às 18h 30min, na Igreja Nossa Senhora do Rosário, a Santa Missa fora presidida pelo reverendíssimo Padre Nelber Rodrigues, SCJ e concelebrada pelo nosso pároco Rondineli Cristino.Logo após a celebração, os cristãos se dirigiram em procissão para celebrar o Encontro de Jesus com Maria, momento este em que todo o percurso foi marcado por hinos orquestrados e marchas fúnebres entoadas pela Banda Municipal Nossa Senhora de Nazaré. 





Ao longo do itinerário realizaram-se meditações nos passinhos marcadas por pedidos a Deus para que olhe pelas famílias,a qual o Senhor livremente se entregou aos inimigos e sofreu o suplicio da cruz




Nas proximidades da sede da Prefeitura Municipal, Irmão Domingos Vasconcelos pronunciou o Sermão do Encontro, ao qual com grande inspiração em falar daquele momento impar abordou:
““ Bendito és Tu Meu Senhor, Santo Deus, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, Juiz dos vivos e dos mortos que se dignou a passar pelo mundo dos homens, ser julgado e por fim condenado à morte”. 


Quando trabalhamos nos tornamos co-criadores. Trabalhar é preciso, mas parar também é preciso porque a atividade humana não pode por um fim em si mesmo, pois o essencial é Deus, Ele é o principio de todo homem e de toda mulher e homem e mulher só se realizam quando Deus é o seu fim, quando entregam suas vidas para Deus.

São Paulo diz: “Deus pensou em nós antes da criação do mundo”. Por isso a finalidade da vida é deixar-se orientar. Então somos chamados a participar da vida divina. Somos criados a imagem e semelhança de Deus, capaz de entrar em dialogo com Ele.


Entremos em dialogo com Deus em busca de nossa redenção. Eis o homem, a sentença de morte proferida contra ele. E o patíbulo reza sobre seus divinos ombros. Pilatos para não perder uma parcela do seu prestigio, seu poder, seguiu vergonhosamente e a aprovou a sentença de aprovação mesmo não vendo Nele mal algum. A partir dessa condenação, Jesus inicia sua marcha dolorosa pelo calvário.


Foi ele mesmo que disse um dia: Eu sou o caminho, a verdade e a vida! Portanto ao dizer essas palavras, Ele deixou o roteiro de seus passos. Não somos cegos errantes, nem caminheiros sem destino, nem transeuntes perambulantes pela Terra sem saber aonde iremos. Temos um caminho a ser seguido, uma verdade a ser acreditada, uma vida a ser vivida, continuada através do modo de ser e viver.


Contemplemos a cena que desenrola aos nossos olhos. Este foi e continuará sendo o maior encontro feito na face da Terra. A entrada do Eterno na dimensão do templo. Deus revestido da carne humana, feito homem, foi educado por seus pais na lei Mosaica de seu tempo, um perfeito cumpridor da Lei.


Mesmo assim foi julgado e condenado pelas autoridades políticas, religiosas por se comportar como um herege que se dizia filho de Deus.
Prestes a perder sua vida pela ingratidão do mundo, por não ser compreendido contemplemos, pois Maria, Ela faz com que a distância entre o Divino e o Humano seja quebrada.


Desejosa de encontrar o filho, Ela caminha pela noite, sabe que Ele esta por perto, pois coração de mãe é capaz de sentir o que passa com um filho mesmo na distância. Assim são as mães nos dias atuais: sempre com uma advertência.


Talvez a dor maior de uma mãe não é aquela que ela presencia, mas aquela que não pode ser vista, aquela que não pode transmitir seu afago materno, dar o carinho do coração sensível que Deus colocou na figura feminina.

Contemplemos a imagem de Nosso Senhor com a cruz nas costas e lembremos de nossos pais. O sofrimento de Jesus não foi por causa da sua desobediência, mas pela ingratidão do mundo e infelizmente essa cena se repete com freqüência em nossos dias quando os pais carregam a cruz da ingratidão dos filhos.


Olhando para Maria lembremos de nossas mães, que elas não deixem de ocupar o lugar sensível de mulher forte. Sejam, pois mulheres semelhantes as da Sagrada Escritura: Corajosas, construtoras da história da Salvação.

O gesto máximo de solidariedade nos últimos passos rumo ao calvário: O humano tocando o Divino, o Divino tocando o Humano.
Deus agraciou a mulher com o ventre capaz de receber e gerar, com a sensibilidade de coração de crer e sentir.

E para finalizar, como cristãos batizados temos o compromisso que esse encontro seja continuado em nossa história, o encontro de DEUS com seu povo e do povo com Deus.”


Sermão do Calvário

Após a reflexão onde Maria encontra seu filho Jesus, toda comunidade se encaminhou ao Santuário onde ocorreu o Sermão do Calvário.



Irmão Domingos Vasconcelos falou da chegada ao Calvário, chamado Gólgota, que quer dizer lugar em que o amor traçou entre o céu e a Terra o elo definitivo da nova e eterna aliança.
A manifestação de amor maior em favor de todos nós está entre o poder e a misericórdia que está situado no Calvário. A dor que parece miséria depois se manifesta riqueza.


Gólgota foi uma necessidade criada pela maldade humana para por em relevo a bondade de Deus.
 Quantas glórias ilusórias a humanidade anda buscando nesse mundo? Quando estamos mergulhados no abismo da morte, Deus nos arranca deste abismo e nos devolve ao paraíso perdido.



Devemos lembrar sempre que Deus deu-nos vida por sua morte e questionarmos a quanto anda o nosso amor por Jesus em nossas famílias, trabalho e em comunidade?
Ao final do Sermão levou a meditar que ao beijar os pés de Nosso Senhor na Sexta - Feira da Paixão peçamos a Ele que leve nossos pecados, nossa falta de amor para que na hora de nossa morte possamos dizer com confiança: “Nas vossas mãos entrego meu Espírito”!


 Matéria - Cássia Pereira
Fotos - Carmen Nogueira, Everton Modesto e Géssica Heloísa

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